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sábado, 9 de fevereiro de 2013

hiperprolactinemia X Perlutan


Caros visitantes,
    Bem me alertaram e eu teimosa continuava ignorando. Agora sou mais uma com hiperprolactinemia, e de momento estou lactando. Já suspendi completamente o uso da Perlutan (responsável pela hiperprolactinemia), e qualquer tipo de medicação que contenha estrogénios. Vou iniciar um tratamento para abaixar os níveis de prolactina, e vou manter o uso do Androcur, numa dose mais baixa - 25mg por dia.
   Na sexta-feira senti alguns sintomas relacionados com a prolactina alta, tais como: dores de cabeça, náuseas, depressão e ganhei peso corporal. Hoje comecei a lactar. 

Vou usar o seguinte medicamento: Bromocriptina 2,5mg por dia


MEDICAÇÕES

Os agonistas dopaminérgicos são as medicações de primeira escolha para controle da hiperprolactinemia, seja ela de causa tumoral ou não. Os análogos da somatostatina estão sendo estudados como opção alternativa para tratamento de prolactinomas resistentes aos agonistas dopaminérgicos. Como perspectiva terapêutica, existem ainda drogas antagonistas dos receptores da prolactina, porém ainda em fase de estudos.

Bromocriptina

Derivado semissintético do ergot, com ação agonista dopaminérgica, agindo em receptores D1 e D2.

Modo de Ação

Age ativando receptores pós-sinápticos dopaminérgicos e modulam, de forma negativa, a secreção de prolactina. No corpo estriado, os neurônios dopaminérgicos estão envolvidos no controle da função motora, o que explica o uso da bromocriptina em distúrbios extrapiramidais.

Indicação

Tratamento das disfunções associadas à hiperprolactinemia, como amenorreia, galactorreia e infertilidade. O uso da bromocriptina em prolactinomas resultou em estudos em normoprolactinemia em 59 a 100% dos casos e restauração da função menstrual em 80 a 90% das pacientes A normalização da prolactina acontece, geralmente, dentro de 1 a 6 meses de tratamento e a redução tumoral pode ocorrer em 1 a 2 semanas, sendo a maioria nos primeiros 3 meses. Em resultados combinados de 21 séries de pacientes, houve diminuição de tamanho de prolactinomas em 76% dos casos (evidência de série de casos), com melhora visual nos casos com compressão quiasmática em 24 a 72 horas, ocorrendo em até 90% dos casos. Bromocriptina tem sido utilizada em casos selecionados de acromegalia, tireotrofinomas, doença de Cushing, doença de Parkinson (que não serão comentados neste capítulo) e como terapia experimental em algumas doenças reumatológicas.

Posologia

Iniciar com dose de 1,25 mg/dia (metade de 1 comprimido de 2,5 mg) à noite, junto com algum alimento. A velocidade de aumento da dose dependerá da urgência neurológica. Se esta não existir, pode-se aumentar a dose progressivamente 1,25 mg/dia, dividindo em 2 a 3 tomadas cada 2 a 3 dias, até dose de 2,5 a 7,5 mg/dia. Doses maiores que 7,5 mg/dia normalmente não são necessárias, exceto em alguns casos de macroadenomas com comprometimento neuro-oftalmológico. Nestes casos, o aumento da dose pode ser da ordem de 2,5 mg/dia, chegando-se rapidamente a uma dose final entre 10 e 15 mg/dia. Critérios para resistência são ainda controversos, porém considera-se como resistência à medicação: falha na redução em 50% dos níveis séricos de prolactina ou não redução tumoral após uso de bromocriptina na dose de 15 mg/dia por um período de 3 meses. Defendemos a ideia de que a resistência dopaminérgica ocorre quando não se conseguem os objetivos clínicos (regularização menstrual, da libido e da ovulação) nem os objetivos neurológicos (normalização visual, de motilidade ocular ou mesmo de hipertensão intracraniana).


 Já exclui de vez a Perlutan da minha vida, e tu do que estas à espera?

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