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segunda-feira, 11 de março de 2013

Lei n.º 7/2011 de 15 de Março


    A pedido de uma visitante, supostamente brasileira, hoje vou abordar um tema que pertence ao interesse de todos os transexuais em Portugal, que se decreta como: LEI DA IDENTIDADE DE GÉNERO.
   Esta lei visa em salvaguardar e declarar a verdadeira identidade de uma pessoa transexual. A lei foi aprovada em Assembleia da Republica no dia 17/02/2011 e entrou em vigor no dia 22/03/2011, e cria o procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil. A partir desta lei, as pessoas transexuais (mtf / ftm),  passam finalmente a ter direito à sua identidade e acaba com muitas das burocracias que até então eram demandadas. Deste modo, esta lei aproximou Portugal do exemplo Europeu que já vigora em muitos países subdesenvolvidos  e celebrando um compromisso com os Direitos Humanos. 
Como o processo funciona:
A pessoa transexual após iniciar as suas consultas e avaliação psicológica e psiquiatra, o local de avalização (hospital ou clinica privada) passará um relatório que comprova a transexualidade da pessoa. Esse relatório é entregue na conservatória da região e automaticamente entre em processo a mudança de nome e sexo no registo civil. No meu caso demorou em torno uma semana a todo o processo estar completo.  Eu mudei de nome e sexo no registo civil do dia 28 de Setembro de 2011, no mesmo ano da promulgação da lei.   


Visualização da Lei de Identidade do Género:

Beijos,
Denise Cristina

1 comentário:

Marina Rodrigues disse...

Denise, muito obrigada pela informação. Nota-se que aí o processo é muito mais simples que aqui no Brasil, onde para garantir a mudança do nome temos que entrar na Justiça, cujo processo, dependendo do Estado onde a pessoa mora, pode se arrastar por meses ou até anos. Ainda temos poucas salvaguardas, basicamente a Constituição e o Plano Nacional de Direitos Humanos, mas nada específico sobre a identidade de gênero no plano geral.

Estou atualmente numa luta pela aceitação do meu nome social no trabalho, que é garantida aos funcionários do governo federal daqui. O processo já corre há quase quatro meses e ainda continuo assinando documentos e enviando e-mails com meu nome masculino, o que é uma incoerência, já que todos no meu órgão me tratam pelo meu nome, Marina. Depois conto o que se sucedeu do caso. Abração!