Olá novamente!
Com tanta postagem nestes últimos tempos devo estar a tornar-me uma feroz blogueira, não acham? Mas é sempre bom ter um blog recheadinho!
Estava aqui no meu “laptop” a pesquisar e a ouvir uma boa música pela madrugada a dentro e de repente vindo do nada, bate-me uma nostalgia no peito e os pensamentos brotavam cada vez mais. Comecei a pensar no que seria estar a viver toda esta minha transição ao lado de um homem que me amasse, como seria? Tenho a certeza que não iria ter tantas crises depressivas, visto que ele me poderia aconchegar e abraçar mesmo bem antes de lágrimas caírem. Seria algo do tipo, AWESOME! Por exemplo, viver uma nova experiência, como dormir uma noite ao lado de um rapaz que amasse muito (nunca dormi ao lado de nenhum rapaz, para além do meu irmão :$), acordar ao meio da noite devido à aproximação do corpo dele junto do meu, acordar e ficar a olhar para o rosto dele e imaginar todas as coisas boas que passamos juntos diariamente e todas as carícias e carinhos que me tem dado, olhar para ele e rever o nosso primeiro encontro e a magia do nosso primeiro olhar.
Vocês não pensam nestas coisas, ou só eu é que ando com estes sentimentos à flor da pele? Sabem, eu dantes não ligava muito para estas coisas do amor, mas ultimamente tenho andado meio romântica e com imaginações muito férteis e apaixonantes. Eu sei, porque sinto, que para já não irei ter ninguém do meu lado.
Ainda durante esta semana (quinta-feira), enquanto trabalhava em silêncio e em reflexão comecei a pensar na falta de sorte que tenho em relação ao amor e o quanto gostava de poder ter alguém com quem contar e depositar minha vida. Depois de tanto pensar sobre essa delicada e entristecedora realidade na minha vida comecei a chorar e fui ao WC me acalmar para não dar na vista. Apenas viu um colega de trabalho (chamemos-lhe o “meninoC”, “C” de carinhoso), que por acaso sinto um fraquinho por ele, porque é um rapaz super carinhoso e meiguinho. Trata-me super bem e chama-me sempre de “minha querida”, “meu anjo”, “menina linda”, etc., ^.^ mas, pelo maior azar ele ter namorada. --'
Ora bem, como é que eu podia evitar de gostar dele: eu ando super carente, com os sentimentos todos à flor da pele e subitamente aparece um rapaz a tratar-me deste jeito é óbvio, que eu não vou resistir e ainda por cima faz o meu tipo e tem uns olhinhos verdes brilhantes e um sorriso maroto. Oh, o quanto ele é lindo *.*
P.s Eu acho que só vou ser feliz com um homem muito mais velho que eu, tipo um homem na casa dos 30... 40, porque são homens mais maduros e compreendem melhor as coisas da vida. Eu não ligo para o estereótipo das idades. Se eu amar, isso será o mais importante para mim. O amor não escolhe idades mas sim corações carentes com vontade de amar e fazer alguém feliz. O amor é isso mesmo, depositar na outra pessoa a tua própria vida, fazer com que o brilho do olhar se instale nele, ficares feliz por ele também estar e sentires prazer por ele também sentir. Isso é que é gostar de alguém, de o amar. Sentires a necessidade da presença dele junto de ti, necessitares das palavras de conforto e carinho, que só ele te pode dar. É saberes reconhecer os vários espíritos dele (feliz, triste, etc.). O amor não é lindo? É o melhor sentimento que o ser humano pode nutrir por alguém… Eu adorava ser amada desta forma.
Voltando ao que estava a comentar, eu fui ao WC, e não consegui evitar e passei por ele com as lágrimas nos olhos e ele questionou-me o que se tinha passado e perguntou-me: “quem foi o gajo que te tratou mal linda?”, eu não lhe respondi e fui ao WC, na vinda para o posto de trabalho passei por ele e contei-lhe, que por vezes tenho estas crises de depressão e ele perguntou-me se eram devido ao tratamento hormonal e eu respondi que sim. Eu sei que ele fica sentido e a pensar no dilema e sofrimento que passo todos os dias e depois ele tenta sempre animar-me com as suas palavras. Se pelo menos eu pudesse ser amiga dele fora do emprego seria bom para mim, mas eu não tenho ninguém para além dos meus pais e o meu irmão.
Eu no tempo que estudava tinha muitos supostos “amigos”, todos eles hoje em dia não estão mais presentes na minha vida, porque muitos me largaram após saber que sou transexual, outros me apunhalaram pelas costas, outros com medo da sociedade decidiram largar-me para também não serem criticados, e por fim, outros seguiram as suas vidas e hoje não temos nenhum contacto entre nós. Não devo ter sido verdadeiramente importante para eles. O mais cómico é que no colégio todos (alunos, empregados, professores etc.),sabiam o meu nome e eu ao contrário deles não sabia nem 10% dos nomes. Podia ser gozada, criticada, xingada, mas reconheço que eu era um alvo de popularidade. Muitos estavam sempre a espera de poderem aproximar-se de mim para me darem um simples sorriso e falar alguma coisa, outros sem eu saber quem eram passavam por mim e davam um sorriso, alguns me adicionavam no “facebook” ou no “hi5”, para poderem ver minhas fotos e vasculharem o máximo que podiam para depois exporem tudo em “tertúlia cor-de-rosa”, e havia outros que se aproximavam de mim porque sabiam, que eu era um alvo de olhares constantes e a probabilidade de serem mais populares era maior.
Eu no tempo que estudava tinha muitos supostos “amigos”, todos eles hoje em dia não estão mais presentes na minha vida, porque muitos me largaram após saber que sou transexual, outros me apunhalaram pelas costas, outros com medo da sociedade decidiram largar-me para também não serem criticados, e por fim, outros seguiram as suas vidas e hoje não temos nenhum contacto entre nós. Não devo ter sido verdadeiramente importante para eles. O mais cómico é que no colégio todos (alunos, empregados, professores etc.),sabiam o meu nome e eu ao contrário deles não sabia nem 10% dos nomes. Podia ser gozada, criticada, xingada, mas reconheço que eu era um alvo de popularidade. Muitos estavam sempre a espera de poderem aproximar-se de mim para me darem um simples sorriso e falar alguma coisa, outros sem eu saber quem eram passavam por mim e davam um sorriso, alguns me adicionavam no “facebook” ou no “hi5”, para poderem ver minhas fotos e vasculharem o máximo que podiam para depois exporem tudo em “tertúlia cor-de-rosa”, e havia outros que se aproximavam de mim porque sabiam, que eu era um alvo de olhares constantes e a probabilidade de serem mais populares era maior.
Hoje, já não frequento esse colégio, mas sei por diversas fontes, que o meu nome ainda esta na actualidade e regularmente recebo pedidos de amizade, que refuto com todo o agrado. Será que as pessoas não têm vida própria e mais por onde se preocupar? É certo e reconheço, que eu sou um ser muito estranho nesta "micro-cidade" onde vivo. Passarem a saber que na realidade não sou homossexual, mas sim um transexual é como uma bomba!
Sabem, dantes eu era muito frágil e não aguentava ser gozada, mas hoje sou forte, porque fui inteligente. Eu soube aproveitar as enumeras criticas e gozos e, soube absorver isso para me dar mais força. Acho que lá no fundo devo um obrigado a essa “gentinha” por me ter feito crescer. Rsrs
Mas, como é óbvio, todas as nódoas negras ficaram gravadas no meu coração para sempre, foi tanto o sofrimento que vivi, que hoje consigo senti-lo se fechar os meus olhos. Por isso eu não acredito na amizade, porque não sei o que é isso verdadeiramente. Eu não quero ter amigos, porque não me sinto segura em relação as pessoas e prefiro ser uma rapariga sozinha. Tenho a minha família que são muito importantes para mim, mas não considero os meus melhores amigos, porque se eu não fosse filho deles ou irmã, tenho a certeza que eles seriam iguais aos outros. Eu irei considerar o meu melhor amigo, o meu parceiro. O meu homem será sem dúvida alguma o meu melhor amigo, porque ele sabendo de tudo que passei e quem fui de verdade no passado vai saber aceitar-me, isso mostra logo que é um ser diferente e amigo.
Meus amores, vou dormir porque estou cansadinha… beijinhos e aqui têm mais um desabafo meu.
Beijo,
DC♥
DC♥


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